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Surto de Febre Amarela Chega em Santa Catarina


por Equipe DAMA
Surto de Febre Amarela Chega em Santa Catarina

A população catarinense tem um novo assunto com que se preocupar, o surto de febre amarela, algo que parecia distante, chega ao nosso estado. Em março de 2019 ocorreu o primeiro óbito no estado catarinense, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) confirmou que um paciente de 36 anos, residente em Joinville, morreu em decorrência da doença. A morte foi registrada em 12 de março.  Santa Catarina não registrava casos de febre amarela em humanos desde 1966. O paciente não tinha registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI, 2019).

No segundo semestre de 2018, Santa Catarina passou a integrar a Área com Recomendação de Vacinação (ACRV), por determinação do Ministério da Saúde. Anteriormente só alguns municípios catarinenses faziam parte da ACRV.O governo catarinense havia liberado um alerta às Vigilâncias Epidemiológicas Municipais para que a vacinação fosse intensificada. Esta medida foi tomada após a Secretaria de Saúde do Paraná confirmar seu primeiro caso da doença, antes disso alguns macacos já haviam morrido de febre amarela no litoral do estado.

A febre amarela é uma doença infecciosa, de gravidade variável, causada por um arbovírus do gênero Flavivirus febricis da família Flaviviridae, cujo reservatório natural são os primatas que habitam florestas e matas tropicais. Estudos genéticos demonstraram que esse vírus surgiu na África, há cerca de três mil anos e chegou ao Brasil nos navios negreiros (VARELLA, 2018).

Existem dois tipos de febre amarela: a silvestre e a urbana (Figura 1). É importante ressaltar que os macacos são apenas hospedeiros do vírus, portanto não tem a capacidade de transmitir a doença para os humanos. Os responsáveis pela transmissão são os mosquitos.

A forma silvestre é transmitida porHaemagogus Sabethes, esses mosquitos transmitem o vírus entre os macacos e também podem transmiti-lo a seres humanos que adentrarem seu habitat, vivem em locais de mata. A forma urbana da febre amarela é disseminada pelo já conhecido Aedes aegypti, mosquito transmissor da denguechikungunya e zika (BRASIL, 2018).

As manifestações iniciais são: febre alta de início súbito, sensação de mal estar, dor de cabeça, dor muscular, cansaço, calafrios, náuseas e vômitos. Após três a quatro dias a maioria dos doentes (85%) recupera-se completamente. Quando a doença evolui para a forma grave há aumento da febre, diarréia, reaparecimento dos vômitos, dor abdominal, icterícia (olhos amarelados, semelhante à hepatite), manifestações hemorrágicas (equimoses, sangramentos no nariz e gengivas) com comprometimento dos órgãos vitais como fígado e rins (DIVE-SC, 2019).

A febre amarela pode ser evitada com essa medida simples, a vacinação da população. Porém muitas pessoas tem resistência à vacina, a cobertura vacinal tem caído em todo o país e não só para FA, várias outras doenças tidas como erradicadas, estão novamente assolando os brasileiros.

Em Canoinhas, segundo informações da equipe de Vigilância Epidemiológica, a cobertura vacinal da Febre Amarela no ano de 2018 ficou em 68,44%. Esse número mostra que aproximadamente 32% da população canoinhense deixaram de tomar a vacina, estes indivíduos estão suscetíveis a contraírem esta grave doença.

 

  • Acadêmicos da Turma I do curso de Bacharelado em Enfermagem da Faculdade Dama: Dalvana Portella Felix Bialeski, Denise Ferreira de Souza Moreira, Patricia Moreira Icker, Daiane Stachuck Hortes e Leandro Nogath Dobrychtop.

Orientação: Professora Maria Benedita de Paula e Silva Polomanei.



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